“Logos é uma síntese de três palavras ou idéias: fala/palavra, pensamento/idéia e realidade/ser. Logos é o discurso e pensamento é realidade. Do logos desenvolve-se a linguagem como poder racional e as palavras como conceitos referidos ao pensamento, à razão e à verdade”. (CHAUÍ, 1995, p. 139)
Terra (1997, p. 12,13) nos ensina que a linguagem é todo sistema de sinais convencionais que permite ao homem realizar atos da comunicação. A linguagem pode ser verbal (cujos sinais para os atos da comunicação são as palavras) e não verbal (cujos sinais para os atos da comunicação são outros diferentes das palavras). A língua é a linguagem humana que utiliza palavras que obedecem a um conjunto de regras para a combinação destes e se concretiza por meio da fala que é um ato individual de vontade e inteligência. A língua verbal possui duas modalidades distintas entre si que são: escrita e fala. Lyons (1981, p.12) menciona que há diferenças funcionais e estruturais entre a língua oral e a escrita e que essas diferenças variam de língua para língua devido às situações históricas e culturais.
A língua escrita funciona de acordo com um código de regras que se encontram na Gramática Normativa. Terra (1997, p.38) discorre sobre o fato de que a gramática estabelece um determinado uso, denominado padrão ou culto. Auroux (1992, p.35,36) afirma que nos treze séculos de história, desenrolou-se o processo de gramatização massiva. Ele (AUROUX, 1992, p. 35) informa que depois do advento da escrita, a gramatização constitui a segunda revolução técnico-lingüística que trouxe diversas conseqüências práticas para as sociedades humanas. Segundo Auroux (1992, p.36), o interesse prático da gramática se estende desde a filologia até o domínio das línguas maternas e se torna, ao mesmo tempo, uma técnica pedagógica de aprendizado das línguas e um meio de descreve-las. Para Terra (1997, p.38), a gramática não é natural e apresenta características semelhantes aos códigos de natureza ética ou moral (impõe o que deve ou não deve ser feito) visto que tem caráter imperativo. Cagliari (1989, p. 80) comenta que a convencionalidade da linguagem rege as relações entre signos lingüísticos e mundo ao mesmo tempo que se prende a valores sociais, econômicos, ideológicos, políticos, religiosos.
Com o surgimento da escrita, tudo pode ser registrado adquirindo uma relativa perenidade. Por meio da escrita, as ciências humanas e exatas puderam ser sistematizadas propiciando uma maior credibilidade e respeito. Lyons (1981, p.10) afirma que pelo fato de os textos escritos terem sido utilizados para fins tão importantes ao longo da história (ou pelo menos até o surgimento dos métodos modernos de gravação de som), a língua escrita adquiriu mais prestígio e formalidade em muitas culturas.
Com a lingüística, os estudiosos passaram a perceber que a e língua não é só a que ensina a gramática. A realidade brasileira é outra uma vez que o coloquial anda lado a lado com a língua normativa. Dizer que a língua é uma só é cometer um grave equívoco visto que há um abismo grande entre a oralidade e a escrita. Não se fala como se escreve e Isso se dá pelo fato de que a escrita regida pela gramática é pouco flexível, não respeita as diversidades lingüísticas enquanto a língua oral é totalmente flexível e mutável. Segundo Cagliari (1989, p.81), as línguas se transformam a todo momento e ao longo do tempo. Quando se transformam, as línguas não se degeneram, elas adquirem novas perspectivas da sociedade que também se modifica.
“O acervo lexical das línguas vivas se renova. Enquanto algumas palavras tornam-se arcaicas, muitas unidades lexicais são criadas pelos falantes de uma comunidade lingüística“. (ALVES, 2002,p.5). Toda essa flexibilidade da língua oral é facilmente percebida no século XXI, com a era dos computadores. Por meio dos computadores as informações são emitidas e recebidas com muito mais velocidade. “Um indivíduo será totalmente alfabetizado pela informática, contando com um código semiótico”(OSORIO, 1989, p. 65). Essa velocidade associado ao código é o que se percebe facilmente na linguagem eletrônica dos jovens. Osório (1989, p.64,65) menciona que a linguagem dos computadores se transformou na língua materna e universal dos adolescentes. Hoje, a linguagem codificada, recheada de representações da oralidade e que antes era usada apenas na internet, invadiu outros meios de comunicação. As produções escritas convencionais possuidoras de um modelo pré estabelecido como: cartas, bilhetes, avisos foram renovados, pelas contribuições lingüísticas fornecidas pelos jovens, se transformando em correspondências totalmente informais ou conversas escritas. Como já percebia Lyons (1981, p.12) os sinais de pontuação, bem como o uso de itálicos e letras maiúsculas existem na escrita assim como a entonação na fala não podendo jamais os sinais escritos representar os sinais orais. Sem saber, os jovens se apropriaram da acertiva de Lyons, ao substituírem os sinais de pontuações convencionais por sinais de entonação e emoção próprios do coloquial.
O fato é que os jovens se expressam, na oralidade e na escrita informal, livremente, rompendo com paradigmas, padrões pré-existentes o que caracteriza a própria identidade adolescente. Toda palavra tem um significado, todo significado contém uma idéia e toda a expressão é promovida por uma emoção. E como diz Chauí (1995, p.147), a experiência da linguagem é algo fascinante. Emite-se e ouve-se sons, escreve-se e lê-se letras mas experimenta-se sentidos, significações, emoções, desejos, idéias.
Terra (1997, p. 12,13) nos ensina que a linguagem é todo sistema de sinais convencionais que permite ao homem realizar atos da comunicação. A linguagem pode ser verbal (cujos sinais para os atos da comunicação são as palavras) e não verbal (cujos sinais para os atos da comunicação são outros diferentes das palavras). A língua é a linguagem humana que utiliza palavras que obedecem a um conjunto de regras para a combinação destes e se concretiza por meio da fala que é um ato individual de vontade e inteligência. A língua verbal possui duas modalidades distintas entre si que são: escrita e fala. Lyons (1981, p.12) menciona que há diferenças funcionais e estruturais entre a língua oral e a escrita e que essas diferenças variam de língua para língua devido às situações históricas e culturais.
A língua escrita funciona de acordo com um código de regras que se encontram na Gramática Normativa. Terra (1997, p.38) discorre sobre o fato de que a gramática estabelece um determinado uso, denominado padrão ou culto. Auroux (1992, p.35,36) afirma que nos treze séculos de história, desenrolou-se o processo de gramatização massiva. Ele (AUROUX, 1992, p. 35) informa que depois do advento da escrita, a gramatização constitui a segunda revolução técnico-lingüística que trouxe diversas conseqüências práticas para as sociedades humanas. Segundo Auroux (1992, p.36), o interesse prático da gramática se estende desde a filologia até o domínio das línguas maternas e se torna, ao mesmo tempo, uma técnica pedagógica de aprendizado das línguas e um meio de descreve-las. Para Terra (1997, p.38), a gramática não é natural e apresenta características semelhantes aos códigos de natureza ética ou moral (impõe o que deve ou não deve ser feito) visto que tem caráter imperativo. Cagliari (1989, p. 80) comenta que a convencionalidade da linguagem rege as relações entre signos lingüísticos e mundo ao mesmo tempo que se prende a valores sociais, econômicos, ideológicos, políticos, religiosos.
Com o surgimento da escrita, tudo pode ser registrado adquirindo uma relativa perenidade. Por meio da escrita, as ciências humanas e exatas puderam ser sistematizadas propiciando uma maior credibilidade e respeito. Lyons (1981, p.10) afirma que pelo fato de os textos escritos terem sido utilizados para fins tão importantes ao longo da história (ou pelo menos até o surgimento dos métodos modernos de gravação de som), a língua escrita adquiriu mais prestígio e formalidade em muitas culturas.
Com a lingüística, os estudiosos passaram a perceber que a e língua não é só a que ensina a gramática. A realidade brasileira é outra uma vez que o coloquial anda lado a lado com a língua normativa. Dizer que a língua é uma só é cometer um grave equívoco visto que há um abismo grande entre a oralidade e a escrita. Não se fala como se escreve e Isso se dá pelo fato de que a escrita regida pela gramática é pouco flexível, não respeita as diversidades lingüísticas enquanto a língua oral é totalmente flexível e mutável. Segundo Cagliari (1989, p.81), as línguas se transformam a todo momento e ao longo do tempo. Quando se transformam, as línguas não se degeneram, elas adquirem novas perspectivas da sociedade que também se modifica.
“O acervo lexical das línguas vivas se renova. Enquanto algumas palavras tornam-se arcaicas, muitas unidades lexicais são criadas pelos falantes de uma comunidade lingüística“. (ALVES, 2002,p.5). Toda essa flexibilidade da língua oral é facilmente percebida no século XXI, com a era dos computadores. Por meio dos computadores as informações são emitidas e recebidas com muito mais velocidade. “Um indivíduo será totalmente alfabetizado pela informática, contando com um código semiótico”(OSORIO, 1989, p. 65). Essa velocidade associado ao código é o que se percebe facilmente na linguagem eletrônica dos jovens. Osório (1989, p.64,65) menciona que a linguagem dos computadores se transformou na língua materna e universal dos adolescentes. Hoje, a linguagem codificada, recheada de representações da oralidade e que antes era usada apenas na internet, invadiu outros meios de comunicação. As produções escritas convencionais possuidoras de um modelo pré estabelecido como: cartas, bilhetes, avisos foram renovados, pelas contribuições lingüísticas fornecidas pelos jovens, se transformando em correspondências totalmente informais ou conversas escritas. Como já percebia Lyons (1981, p.12) os sinais de pontuação, bem como o uso de itálicos e letras maiúsculas existem na escrita assim como a entonação na fala não podendo jamais os sinais escritos representar os sinais orais. Sem saber, os jovens se apropriaram da acertiva de Lyons, ao substituírem os sinais de pontuações convencionais por sinais de entonação e emoção próprios do coloquial.
O fato é que os jovens se expressam, na oralidade e na escrita informal, livremente, rompendo com paradigmas, padrões pré-existentes o que caracteriza a própria identidade adolescente. Toda palavra tem um significado, todo significado contém uma idéia e toda a expressão é promovida por uma emoção. E como diz Chauí (1995, p.147), a experiência da linguagem é algo fascinante. Emite-se e ouve-se sons, escreve-se e lê-se letras mas experimenta-se sentidos, significações, emoções, desejos, idéias.
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